Temos uma chance única de transformar um símbolo da tortura e repressão em um marco de justiça e memória. A luta pela criação de um Centro de Memória e Direitos Humanos, no local que foi sede da antiga Polícia Central, onde funcionou o DOPS no Rio de Janeiro, pode ganhar um novo desfecho.




PRECISAMOS DAR EXEMPLO
Peru, Chile e Argentina transformaram antigos centros de repressão em espaços de memória, com acervo sobre a repressão e resistência. No Brasil, o Memorial da Resistência, onde funcionou o DEOPS de São Paulo, é referência nacional. Enquanto isso, aqui no Rio de Janeiro seguimos sem um espaço como este, mesmo tendo sido uma das capitais da repressão no país.




A CADA 12 MINUTOS UMA PESSOA NEGRA É ASSASSINADA NO BRASIL
Essa luta é sobre o passado, mas também sobre o presente. A repressão que marcou o prédio continua viva nas políticas de segurança que matam, somem com corpos e apagam histórias. Jovens negros de favelas e periferias seguem sendo alvos da violência estatal — e suas mães e familiares, silenciados no direito à memória e à justiça.




MUSEU DA POLÍCIA?
Atualmente sob controle da Polícia Civil, o prédio é símbolo de uma disputa sobre a nossa história: de um lado, para que ele se torne um espaço de memória, justiça e reparação; de outro, acredite se quiser, há quem defenda a criação de um museu da polícia. Não podemos permitir que esse lugar seja apagado da história, nem reescrito pelos olhos de quem reprimiu.